Versos soltos
Vocês providências tomem
Pois, o fumo que consomem,
Além de matar o homem,
Perturba a fauna e a flora!
Sendo assim, fumante, suma!
Que eu não vou de forma alguma
Fumar porque você fuma,
Por favor, FUME LÁ FORA!
Um agente como você,
Desculpe-me ter que dizer,
Envenena sem querer
O ambiente onde mora!
Seu cigarro é um abalo.
Não vou poder aceitá-lo;
Se não puder apagá-lo
Por favor, FUME LÁ FORA!
Se entender-me, amiguinho,
Não vai faltar-lhe carinho,
Não vou deixá-lo sozinho,
Tampouco mandá-lo embora.
Quão grande é o globo terreno...
Você vem soltar veneno
Neste espaço tão pequeno,
Por favor, FUME LÁ FORA!
O folclore está morrendo,
O nordestino esquecendo
As crendices e, assim sendo,
Caiu de moda a “caipora”.
Fumo não tem mais sentido!
Por isto faço um pedido:
Não fume aqui, escondido,
Por favor, FUME LÁ FORA!
(Alfrânio)
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
MEUS OLHOS SÃO DANÇARINOS / QUANDO TU PASSAS GINGANDO
Quando tu passas “sacana”
Defronte a minha janela,
Eu percebo o quanto bela
Tu és, doce alagoana.
A minha verve cigana
Explode manifestando
O que estou vivenciando
Esquecendo os desatinos,
MEUS OLHOS SÃO DANÇARINOS
QUANDO TU PASSAS GINGANDO.
Morena, tu não tens pena
De um par de olhos que dança;
Que tenta, mas não te alcança;
Que te deseja, morena!
Que quanto mais ver a cena
Mais a cena vai buscando.
E mesmo a cena encontrando
Não procura outros destinos,
MEUS OLHOS SÃO DANÇARINOS
QUANDO TU PASSAS GINGANDO.
Te vendo ao sol, em revés
Eu fico desconfiado:
Não sei se teu rebolado
Vem da quentura nos pés!
Mas, sabendo quem tu és
Vou a suspeita afastando.
Nem mesmo o sol te queimando
Mudava os dotes divinos!
MEUS OLHOS SÃO DANÇARINOS
QUANDO TU PASSAS GINGANDO.
Não vês que teu rebolado
Mexe com minha estrutura,
Me deixa com a vista escura,
Tonto, sem voz e parado!
Fica um zumbido danado
Nos meus ouvidos zoando,
Ficam os sons se misturando:
Toco harpa e ouço sinos.
MEUS OLHOS SÃO DANÇARINOS
QUANDO TU PASSAS GINGANDO.
Meus olhos são dois faróis
Que vivem te iluminando,
Por conseqüência, espiando
Sob e acima dos lençóis.
Dois holofotes, dois sóis,
Duas fogueiras queimando.
Mas só em vê-la passando:
Dois lesos, dois peregrinos!
MEUS OLHOS SÃO DANÇARINOS
QUANDO TU PASSAS GINGANDO.
Campina Grande, 26 de março de 2009.
Defronte a minha janela,
Eu percebo o quanto bela
Tu és, doce alagoana.
A minha verve cigana
Explode manifestando
O que estou vivenciando
Esquecendo os desatinos,
MEUS OLHOS SÃO DANÇARINOS
QUANDO TU PASSAS GINGANDO.
Morena, tu não tens pena
De um par de olhos que dança;
Que tenta, mas não te alcança;
Que te deseja, morena!
Que quanto mais ver a cena
Mais a cena vai buscando.
E mesmo a cena encontrando
Não procura outros destinos,
MEUS OLHOS SÃO DANÇARINOS
QUANDO TU PASSAS GINGANDO.
Te vendo ao sol, em revés
Eu fico desconfiado:
Não sei se teu rebolado
Vem da quentura nos pés!
Mas, sabendo quem tu és
Vou a suspeita afastando.
Nem mesmo o sol te queimando
Mudava os dotes divinos!
MEUS OLHOS SÃO DANÇARINOS
QUANDO TU PASSAS GINGANDO.
Não vês que teu rebolado
Mexe com minha estrutura,
Me deixa com a vista escura,
Tonto, sem voz e parado!
Fica um zumbido danado
Nos meus ouvidos zoando,
Ficam os sons se misturando:
Toco harpa e ouço sinos.
MEUS OLHOS SÃO DANÇARINOS
QUANDO TU PASSAS GINGANDO.
Meus olhos são dois faróis
Que vivem te iluminando,
Por conseqüência, espiando
Sob e acima dos lençóis.
Dois holofotes, dois sóis,
Duas fogueiras queimando.
Mas só em vê-la passando:
Dois lesos, dois peregrinos!
MEUS OLHOS SÃO DANÇARINOS
QUANDO TU PASSAS GINGANDO.
Campina Grande, 26 de março de 2009.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
SONETO DO REGRESSO
Nunca mais falaremos em partir...
Eis-me aqui aos teus pés, arrependido,
Na angústia cruel de ter partido,
De voltar por não ter aonde ir.
Dê-me a mão outra vez, vamos seguir...
Nesse orbe, em lugar nos prometido,
Viveremos da luz do amor vivido,
Na promessa dos brilhos do porvir.
Não te trago as agruras da viagem,
Não conduzo as lembranças da paragem,
Dessa treva que fez-nos conduzir
Pela perpetuação desta semente.
- Pelos filhos, por nós, daqui pra frente
Nunca mais falaremos em partir.
Campina Grande, 12 de outubro de 2010.
Eis-me aqui aos teus pés, arrependido,
Na angústia cruel de ter partido,
De voltar por não ter aonde ir.
Dê-me a mão outra vez, vamos seguir...
Nesse orbe, em lugar nos prometido,
Viveremos da luz do amor vivido,
Na promessa dos brilhos do porvir.
Não te trago as agruras da viagem,
Não conduzo as lembranças da paragem,
Dessa treva que fez-nos conduzir
Pela perpetuação desta semente.
- Pelos filhos, por nós, daqui pra frente
Nunca mais falaremos em partir.
Campina Grande, 12 de outubro de 2010.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
OUTRA ESTROFE
Se eu não resistir à tempestade
Que me assola e que me estraçalha o peito
Vou cair, mas antes procuro um jeito:
Vou tentar segurar-me na saudade.
Vou buscar ter sustentabilidade
Nos momentos felizes que vivemos.
Se eu sentir que não mais nos merecemos
Buscarei esquecer os dissabores,
Guardarei com paixão somente as flores
Do passado que um dia nós tivemos.
Campina Grande, julho de 2010.
Que me assola e que me estraçalha o peito
Vou cair, mas antes procuro um jeito:
Vou tentar segurar-me na saudade.
Vou buscar ter sustentabilidade
Nos momentos felizes que vivemos.
Se eu sentir que não mais nos merecemos
Buscarei esquecer os dissabores,
Guardarei com paixão somente as flores
Do passado que um dia nós tivemos.
Campina Grande, julho de 2010.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
O CORDEL
Vem de um tempo cruel, medieval,
Pelas ruas e feiras foi cantado,
Pelos centros mais cultos foi tratado
Como literatura marginal.
O seu nome nasceu em Portugal
Onde o mesmo era exposto num cordão;
No Brasil, numa nova geração,
Juntamente aos poetas da viola,
O cordel hoje entra na escola:
É cultura, é lazer e educação.
(Alfrânio Gomes de Brito)
Campina Grande, 14 de maio de 2010.
Pelas ruas e feiras foi cantado,
Pelos centros mais cultos foi tratado
Como literatura marginal.
O seu nome nasceu em Portugal
Onde o mesmo era exposto num cordão;
No Brasil, numa nova geração,
Juntamente aos poetas da viola,
O cordel hoje entra na escola:
É cultura, é lazer e educação.
(Alfrânio Gomes de Brito)
Campina Grande, 14 de maio de 2010.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
DESENCONTRO II
Ergam seus cálices - a noite convida.
Hoje pouco importa o valor da despesa!
Se falta uma taça por sobre essa mesa
Outro dia volta, hoje está perdida.
Importante é não torná-la esquecida...
Alguém, outro cálice erga com firmeza
Ofereça um drinque a “senhor tristeza”,
Quem por essa mesa dava a própria vida.
Eleve outro drinque e beba à vontade
Sem ligar pra angústia que a outros invade;
Junte-se aos que dão alegria e calma.
Por aqui, eu fico com os que me mentem...
Maior que a euforia que hoje vocês sentem
É a dor que eu sinto por dentro da alma.
Hoje pouco importa o valor da despesa!
Se falta uma taça por sobre essa mesa
Outro dia volta, hoje está perdida.
Importante é não torná-la esquecida...
Alguém, outro cálice erga com firmeza
Ofereça um drinque a “senhor tristeza”,
Quem por essa mesa dava a própria vida.
Eleve outro drinque e beba à vontade
Sem ligar pra angústia que a outros invade;
Junte-se aos que dão alegria e calma.
Por aqui, eu fico com os que me mentem...
Maior que a euforia que hoje vocês sentem
É a dor que eu sinto por dentro da alma.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
PRO NORDESTE IR AO MUNDO SÓ PRECISA / DO REPENTE, A VIOLA E UM CANTADOR
No final de uma crônica sobre cantadores nordestinos, no seu blog, o poeta, compositor e cantor Sergio Lopes deixou-me este mote e eu resolvi glosá-lo agora.
“PRO NORDESTE IR AO MUNDO SÓ PRECISA
DO REPENTE, A VIOLA E UM CANTADOR”.
Nossa terra é de vates de bravura,
Onde a sede maior é a do saber;
Apesar de o talento florescer
O governo diz “não” para a cultura.
Mesmo assim aqui temos a mais pura
Poesia que pode um trovador.
Somos todos poetas, sim senhor!
E afirmo a quem se sensibiliza:
“PRO NORDESTE IR AO MUNDO SÓ PRECISA
DO REPENTE, A VIOLA E UM CANTADOR”.
Prá galgar outras terras nós não temos
Aparatos sutis tecnológicos,
Armas fúteis, foguetes antilógicos
E da bomba de nêutron nem sabemos.
Só da simplicidade nos valemos,
Nosso exército é de “improvisador”.
Se chamado pra guerra um dia eu for
Pego o pinho e nem troco de camisa.
“PRO NORDESTE IR AO MUNDO SÓ PRECISA
DO REPENTE, A VIOLA E UM CANTADOR”.
.
Nós não somos celeiro de inventores
Que só criam o que fere e extermina,
Não trazemos uma ave de rapina
Como escudo, endeusando malfeitores.
Nossos ídolos são todos trovadores,
Nosso lema ‘inda é paz e amor,
Nossa ave de símbolo: beija-flor
Que nos campos floridos se eterniza.
“PRO NORDESTE IR AO MUNDO SÓ PRECISA
DO REPENTE, A VIOLA E UM CANTADOR”.
Quem despreza o talento nordestino
Desconhece, portanto, a sua saga.
Quem não lembra da música de Gonzaga?
Quem esquece o poeta Marcolino?
Quem não vê o que faz Zé Laurentino
Desconhece da lira o seu primor.
Leonardo Da Vinci foi pintor
Mas no verso eu supero a "Mona Lisa".
“PRO NORDESTE IR AO MUNDO SÓ PRECISA
DO REPENTE, A VIOLA E UM CANTADOR".
Campina Grande, 06 de outubro de 2009
“PRO NORDESTE IR AO MUNDO SÓ PRECISA
DO REPENTE, A VIOLA E UM CANTADOR”.
Nossa terra é de vates de bravura,
Onde a sede maior é a do saber;
Apesar de o talento florescer
O governo diz “não” para a cultura.
Mesmo assim aqui temos a mais pura
Poesia que pode um trovador.
Somos todos poetas, sim senhor!
E afirmo a quem se sensibiliza:
“PRO NORDESTE IR AO MUNDO SÓ PRECISA
DO REPENTE, A VIOLA E UM CANTADOR”.
Prá galgar outras terras nós não temos
Aparatos sutis tecnológicos,
Armas fúteis, foguetes antilógicos
E da bomba de nêutron nem sabemos.
Só da simplicidade nos valemos,
Nosso exército é de “improvisador”.
Se chamado pra guerra um dia eu for
Pego o pinho e nem troco de camisa.
“PRO NORDESTE IR AO MUNDO SÓ PRECISA
DO REPENTE, A VIOLA E UM CANTADOR”.
.
Nós não somos celeiro de inventores
Que só criam o que fere e extermina,
Não trazemos uma ave de rapina
Como escudo, endeusando malfeitores.
Nossos ídolos são todos trovadores,
Nosso lema ‘inda é paz e amor,
Nossa ave de símbolo: beija-flor
Que nos campos floridos se eterniza.
“PRO NORDESTE IR AO MUNDO SÓ PRECISA
DO REPENTE, A VIOLA E UM CANTADOR”.
Quem despreza o talento nordestino
Desconhece, portanto, a sua saga.
Quem não lembra da música de Gonzaga?
Quem esquece o poeta Marcolino?
Quem não vê o que faz Zé Laurentino
Desconhece da lira o seu primor.
Leonardo Da Vinci foi pintor
Mas no verso eu supero a "Mona Lisa".
“PRO NORDESTE IR AO MUNDO SÓ PRECISA
DO REPENTE, A VIOLA E UM CANTADOR".
Campina Grande, 06 de outubro de 2009
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