quarta-feira, 26 de novembro de 2008

FRUSTRAÇÃO

Nunca mais baterei à tua porta
Mendigando a esmola de um carinho.
Sei que é triste demais viver sozinho,
Mas a busca perdida não conforta.

O meu peito cansou, não mais suporta
Ver minh’alma ultrajada, em desalinho.
Possa ser que algum dia em meu caminho
Ressuscite essa chama, agora morta.

Vou buscar no primor da doce lira
Esquecer teu amor, essa mentira
Encravada em meus sonhos submersos.

Preservando os meus dotes naturais:
É melhor que não voltes nunca mais,
Só assim poderei compor meus versos

Campina Grande, novembro de 2008.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Meu coração recheado
De tristezas e amarguras
Passando "em claro" as escuras
Noites, doutro separado.
Pediu somente um agrado
A quem disse um triste “não”
Lhe deixando a decisão
De não mais daqui pra frente
Procurar, incontinente,
Resgatar seu coração.

Campina Grande, outubro de 2008.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Coisas da vida...

Meu amigo fiel, meu companheiro
De andanças constantes e acirradas
Bebedeiras, rompendo as madrugadas
- Quando até me servias de escudeiro.

Protegias a mim e ao meu dinheiro
Garantindo o sucesso das noitadas
De canções e poesias, recheadas.
- Meu amigo constante e verdadeiro!

Mas um dia eu tombei “sem um vintém”,
Procurei ao redor, não vi ninguém.
Solitário, chorei a tua falta...

Eu nem ouso pensar que me enganavas...
Mas, amigo, onde é que tu estavas
Quando as luzes fugiram da ribalta?


Campina Grande,outubro de 2008.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

QUANTAS VEZES SAÍ PRA DIZER NÃO / E A CORAGEM FALTANDO EU DISSE SIM.

Quantas vezes armei-me de razões
E propus a mim mesmo: hoje é o dia!
Vou dizer-lhe o que jamais lhe diria
Pra cortar-nos de vez as relações.
Nessas vezes pensei que as emoções
Já não tinham mais brilho para mim.
Mas teu brilho era intenso, e nele, enfim
Renovava outra vez meu coração.
QUANTAS VEZES SAÍ PRA DIZER NÃO
E A CORAGEM FALTANDO EU DISSE SIM.

Campina Grande, outubro de 2008

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

NO BAR












Um papo descontraído,

Um verso vai outro vem,

Não se rejeita ninguém,

Chegando, é bem recebido.

Quem nunca tenha bebido

Pode mudar de destino.

Só não venha "bater pino"

Quando souber da despesa

Mas, seja bem-vindo à mesa:

ALFRÂNIO E ZÉ LAURENTINO


Campina Grande, outubro de 2008.


segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Revolta

Vens aqui e vais levando
Cacarecos que compraste,
Sem lembrar o que levaste
Quando estivemos amando.
Pediste emprestado quando
Prendeste em teu ambiente
Mas, definitivamente
Prende o que é teu: o meu, solta!
Traz meu coração de volta
Preciso amar novamente.


Campinas Grande, agosto de 2008.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

CONTROVÉRSIAS

Dizes que eu ando cabisbaixo e lento;
Que me amarga a face ante os teus olhares;
Que meus passos tendem a “marchar” nos ares
Como, pelos ares, vai meu pensamento.

Dizes que eu pareço fraco ou sonolento;
Que adormeço e acordo nas ruas, nos bares;
Que há muito não ouves mais os meus cantares;
Que não mais suportas ver meu sofrimento.

Quantas controvérsias dizes amiúde:
Que doei-me aos vícios, perdi a saúde...
Até finges pena – do que não existe!

Mas, nunca disseste - a bem da verdade,
Que as tuas injúrias, tua falsidade,
Quase me transformam nesse homem triste.

Campina Grande, agosto de 2008.