quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Esperança...




Vou deixar de deixar tanta mensagem
Que padece no e-mail, sem respostas.
Entendi que das tais tu não mais gostas
- Vou parar de fazer essa bobagem...
Mas te afirmo que só por sacanagem
E por não querer ser indiferente
Eu,  além do Domec ou da aguardente
E da vaga no banco lá da feira,
Vou deixar um feijão na geladeira
Possa ser que tu voltes novamente.


Campina Grande, nem lembro quando...

MEU DEUS, ESSA DOR CANALHA / VAI ACABAR ME MATANDO!.

Não tem hora nem local
Certo, pra que ela ataque:
Me levanta, dá-me um baque,
Me deixa bem, deixa mal.
Essa dor descomunal
Me maltrata me curando,
Se penso que está passando
Me corta como navalha.
MEU DEUS, ESSA DOR CANALHA
VAI ACABAR ME MATANDO!


Campina Grande, julho de 2010.

SOU EU

Sou eu, esse ser sofrido
Que não tem ressentimento;
Que pra você no momento
Se passa despercebido.
Mas lembre que tenho sido
Nas noites de nostalgias
Quem faz as suas poesias
E quando você precisa
Sou eu quem lhe realiza
Suas doces fantasias.


Campina Grande, setembro de 2011.

Uma décima

A natureza lhe fez
Além de uma bela rosa,
Talhada pra ser teimosa,
Com punho e com altivez.
Ninguém toma a sua vez;
Domá-la ninguém se atreve,
Açoitá-la ninguém deve
Porque sua força é farta.
Não há raio que a parta
Nem enchente que lhe leve.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

DOCE ORVALHO

Ó, chuva pretensiosa,
Que surgindo ao meio dia
Desce cautelosa e fria
Querendo orvalhar a rosa.
Esqueces que ela, viçosa,
Desde o berço floresceu...
E com o dom que Deus lhe deu,
Ao abrir-se à meia luz
A minha rosa produz
Orvalho melhor que o teu!

Campina Grande, maio de 2009.